segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Salada Completa - Uma adaptação de uma comédia escrachada

No segundo semestre o evento mais importante para os grupos da cidade é a Mostra de Teatro, então procuramos um texto pra nossa volta pro palco italiano, agora a gente almejava se apresentar com tudo que tinha direito. Para isso pesquisamos muitos textos e encontramos uma comédia que criticava a televisão, mas o mais importante ali era o texto leve, engraçado e divertido. Só tínhamos dois meses para concluir. Então embarcamos nessa aventura com muita paixão. E o processo foi tudo que o texto pedia, uma crítica aos programas de televisão sensacionalistas que invadiram  nossa programação ao mesmo tempo uma leveza na maneira de se apresentar, onde o objetivo maior escancaradamente era fazer rir. Também durante o processo tivemos uma experiência interessante com a entrada de dois atores de outro grupo: O Bruno Cavalli e a Keila Santos. Os outros atores como Cleiton Santos, Evelyn Barbosa, Bruna Prado, Micael Rodrigues,Vera Thomazi, Joice e Sara Thomazi, estão juntos desde do começo do grupo, com a nova entrada desses atores somaram se as experiências e achamos que o saldo foi super positivo. A gente nunca teve uma platéia tão aberta a tudo que apresentávamos, foi uma troca e tanto, um dia para não se esquecer.

Amor, Com Amor Se Paga - Uma experiencia clown


No primeiro semestre nosso desafio era nos apresentarmos na Virada Cultural de Toledo. Como o evento iria priorizar espaços abertos e alternativos, visamos um trabalho cênico que pudesse ser apresentado fora do Teatro Municipal. Dentro do Teatro "estamos protegidos", temos a caixa cênica, a luz, sonoplastia, e outros aparatos. Fora, o desafio é bem maior. Então partimos para uma experiencia sem palavra, calcado apenas no trabalho do ator, no corpo, e na sensibilidade. O clown se apresentou para nós, como meio perfeito para isso.
Partimos pra pesquisa e surgiu mais um "filhinho". O espetáculo clownesco Amor, Com Amor Se Paga. Foi um desafio tanto para a direção, quanto para os atores. Aos poucos de um pequeno roteiro o espetáculo foi se desenhando. Ficava muito claro que a criação individual era o mais importante. Alguns problemas ocorreram no dia da apresentação, que a gente não contava: os espaço para a apresentação era muito reduzido, mesmo assim, acreditamos que chegamos lá e superamos os problemas técnicos com a energia do grupo e a vontade de fazer o melhor de cada um.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os clássicos nos ensinam o caminho

É sempre bom dar uma espiada em obras clássicas, como as de Shakepeare, Moliére, ou os grandes autores gregos. É claro que uma encenação classica no terceiro milênio pede uma releitura. Faz-se necessário interagir com o autor. Senão corremos o risco de nos tornarmos apenas burocráticos. Bonita, linda é palavra bem escrita com genialidade, mas apenas isto provoca um vazio estético. Como é interessante quando pegamos uma obra já de alguns séculos atrás, e com ela conseguir criar um teatro vivo, provocar uma discussão atual. Na verdade o que é bom não fica velho.

Meyre Gonçalves

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Romeu e Julieta


Nada melhor que pular de uma esquete nordestina de humor escrachado para um clássico de William Shakespeare. O texto é poesia pura, os  personagens  são muito interessantes. E porque não nos aventurarmos na maior história romântica já escrita até hoje. O legal é que todos já conhecem uma versão de Romeu e Julieta. Mas o teatro propicia sempre uma nova leitura, uma abordagem diferente. Chegamos a conclusão que a nossa, tem a cara do "Insanos". Um grupo jovem, com muita sede de palco e dispostos a encarar qualquer obstáculo, na busca de seus objetivos.

O Velório


Uma comédia nordestina regionalista, de teor popular. O texto é simples, os personagens parecem do conhecimento do inconsciente coletivo. Concordamos que é familiar para todo mundo os personagens apresentados. Várias viúvas de um mesmo defunto,  um bêbado em cena e tudo pode acontecer. O objetivo foi alcançado, queríamos "matar" o público de rir e conceguimos! Nossa intenção é apresentar mais vezes a esquete.

Manhêe!

Nos convidaram para que homenageássemos as mães. Á partir disso,  tivemos várias surpresas. Conhecemos  as possibilidades de atuação de cada um e jogamos uma semente "no universo". Era  somente uma esquete de  doze  minutos,  mas nunca esqueceremos nossa emoção ao ver nossa  primeira realização. Sentimos que poderíamos  mais!
O Texto é  simples e  objetivo. Numa troca de papeis entre pai  e mãe, muitas situações inusitadas acontecem. Cada filho!  Ninguém merece... Tinha  o intelectual,  a filha "piriguete",  o roqueiro,  o gay,  e ainda o  filho  machão. Nada como ironizar os filhos (que as  vezes só  dão trabalho mesmo!),  e enaltecer as mães. Porque elas merecem.